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Quinta-feira, 18 / 11 / 10

O Parto II

Durante o jantar do dia 28/09/2010 não parei de ouvir o pai piriko dizer que eu estava a ser negligente, que estava a sentir muitas contracções (embora não dolorosas) e que o piriko ainda ia nascer na auto-estrada.

 

Posto isto, e para não o ouvir, lá cedi e fomos à maternidade haviam de ser aí umas 22h.

 

Estávamos a pasar junto à povoação da Carapinheira, a cerca de 25 km de casa (para quem não sabe a MBB - Coimbra fica a cerca de 50 km de minha casa - Figueira da Foz) e eu mandei-o dar meia volta e regressar a casa pois as contracções pareciam estar menos ritmadas e uma vez que não eram dolorosas não devia ser mesmo para a altura.

 

Olhou para mim como quem me queria afogar e deu meia volta.

 

A minha sogra estava em nossa casa para a eventualidade de termos de ir a meio da noite para Coimbra e alguém tinha de ficar com o Diogo.

Eram cerca de 1h da manhã e o raio das contracções não paravam (não dolorosas) pelo que decidi vestir-me e avisei o pai piriko de que íamos a Coimbra. Desta vez olhou-me como quem me afogava se fosse falso alarme e eu o mandasse virar na Carapinheira. (A verdade é que eu continuava com a sensação de que ainda não era a altura, mas fiquei com a do "ainda nasce na auto-estrada" na cabeça)

 

Desta vez deixei chegar a Coimbra... Mas ainda hesitei para entrar na maternidade, mas depois de ver o olhar de ou entras ou tens o puto aqui porque eu faço-te o parto, lá fui eu!

 

Estava na hora de mudança de turno pelo que estive meia hora a fazer o registo só com uma enfermeira pois não estava nenhum médico ainda de serviço.

 

Após o registo mandou-me aguardar na sala de espera.

 

Disse ao pai piriko: "as contracções não estão tão ritmadas, vais ver que me vão mandar umas bocas foleiras pelo adiantado da hora e que não vim cá fazer nada e blá, blá, blá. Pois te garanto que se não for agora só cá volto quando as contracções estiverem de 2 em 2 minutos e bem dolorosas".

 

Olhou para mim, não disse nada mas deve ter pensado "anda mesmo maluca e eu que a ature".

 

Passado uns minutos chamaram-me para ser observada pela médica:

 

Médica: "Então com estas contracções todas não tem dores?"

Eu: "Não"

Médica: "Fantástico, vamos lá ver isso..."

 

Médica:"Vamos para a sala de partos!"

Eu:"O quê? mas eu não quero que o parto seja induzido Drª"

Médica: "Induzido? Ouviu o que eu disse? Vamos directas para a sala de partos, está com 3,5 dedos, aliás se forçar um bocadinho cabem 4, vai ser para hoje! Mas não quer ir é?"

Eu: "Quero, claro!"

 

Nem queria acreditar.

 

Chamaram o pai piriko e pediram-lhe a roupa do bebé. Ficou estupefacto e disse: "Mas vai nascer?"

 

A sério parecia um filme de doidos, nem parecia que era o segundo filho, mas como o 1º foi induzido a experiência o que já descrevi...

 

Vesti a bata maravilhosa (urgh) da maternidade e ouvi a médica telefonar para a sala de partos a dizer que ia entrar uma senhora em trabalho de parto, com umas contracções fantásticas e sem dores.

 

E lá fui eu, haviam de ser umas 2h e tal da matina...

publicado por pirikos às 14:40
Quinta-feira, 18 / 11 / 10

O Parto I

Na manhã de terça-feira, dia 28/09/10, lá fui eu ter com o médico para fazer uma avaliação intermédia até à data que o médico prevera (sexta, dia 31/09/10) para o nascimento do meu piriko Afonso.

 

Começámos por fazer uma eco: tudo normal (bebé e líquido), logo poderia esperar mais um pouco para o nascimento (sim, porque para além do médico ser dessa opinião, eu sempre manifestei a minha apreensão em induzirem-me o parto, fruto de uma experiência menos boa).

 

Seguiu-se o CTG...

... O enfermeiro, bastante simpático por sinal, instalou-me os aparelhos necessários e toca de fazer o registo. Começou logo a acusar contracções, ao que o enfermeiro me disse que era bom sinal, mas que em princípio eram espaçadas. Ok, confirmava o que andava a sentir, contracções não dolorosas. À medida que o tempo foi passando começo a aperceber-me que o enfermeiro olhava várias vezes para o registo e a cara dele mudava de feições.

Às páginas tantas surge uma enfermeira e espreita o registo. Franze as sobrancelhas e diz-me: - "Está cheia de contracções!".

Entretanto desligaram-me o CTG e mandaram-me aguardar pelo médico.

 

Levei o papel do registo comigo para mostrar ao médico e aguardei cá fora com o pai piriko.

 

Pai piriko: "então o que se passou? Vi-te a entrar na sala de indução e fiquei aflito, mas entretanto falei com o médico e ele disse-me que não era para já, estavas só a fazer um registo para uma avaliação intermédia."

 

Eu: "Pois..., só não sei o que ele vai fazer com isto!" (mostrei-lhe o registo cheio de contracções ritmadas em cerca de 6 minutos)

 

 

Entretanto chega o médico, chama-me e diz: "disseram-me que está cheia de contracções, é verdade?"

 

Eu: "mais ou menos, veja";

Médico:"Elá! Eu não era para a observar, mas lá terá de ser..."

 

Lá fui eu para a marquesa ser observada. A dilatação mantinha-se, permeável a 1,5/ 2 dedos. Poderia ainda aguardar, segundo o médico sexta ou sábado era os dias perfeitos.

 

Posto isto, volta para casa e aguardar.

 

Fui almoçar com a Pat. que fazia anos e depois fui até casa descansar até à hora de ir buscar o piriko Diogo à escola.

publicado por pirikos às 14:15
Um blog sobre a aventura da gravidez e da maternidade!

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